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Tivemos a última consulta de pré-natal no dia 11/01 à noite. Tínhamos completado 40 semanas e a Ana Luíza ainda estava alta, mexendo muito pouco, a placenta já estava madura e eu não apresentava nenhum sinal de trabalho de parto. Eu sempre fui muito medrosa, mais estava fazendo de tudo pra ter um parto normal, para fechar essa gravidez com chave de ouro, já que tivemos uma gestação maravilhosa, sem nenhuma intercorrência.
Conversamos bastante e a Dra. Cristiane sugeriu que fizéssemos a cesárea. Até cogitou uma indução, mais eu não quis correr o risco de induzir o parto e no final, ter que fazer a cesária do mesmo jeito. Eu queria um parto normal, não induzido!!
Marcamos então para o dia seguinte, não podíamos mais esperar, pois os batimentos da pequena estavam ficando mais fracos... Fomos pra casa contar a novidade pros meus pais e depois, fomos pra uma pizzaria, só o Fabiano e eu, pra nos despedirmos da vida sem filhos, só nós dois... Esperar por ela!
Vocês podem imaginar que nem dormi direito à noite... Às 3 da madrugada eu acordei e fiquei na cama, esperando chegar a hora de irmos pra maternidade. Chegamos lá às 6:30 da manhã, o tempo estava um pouco nublado e eu, na expectativa. Próximo das 8 horas fui levada pro centro cirúrgico, onde a Dra. Cristiane me aguardava. Minha cunhada, Mirela, namorada do meu irmão mais novo, pode acompanhar todo o processo, pois ela trabalha no hospital, filmou e fotografou tudinho e eu, me senti mais aliviada por ter uma pessoa íntima junto comigo naquele momento (o Fabiano não pôde assistir o parto, naquele hospital não permitem a entrada de acompanhante no centro cirúrgico, a não ser que fosse parto normal).
Bem, o anestesista atrasou um pouco e até foi bom, porque fui relaxando aos poucos e consegui controlar a ansiedade. Tinha uma musiquinha tocando de fundo, acho que isso ajudou na “sessão relaxamento”. A dra. Ana Paula, pediatra da Ana Luíza já estava a postos e assim que o Dr. Danilo (anestesista) chegou, já veio me anestesiar. Foi muito tranqüilo, a picadinha não dói nada e todos que estavam na sala, conversavam comigo e me faziam sentir segura.
Alguns minutos depois e eu já não sentia mais minhas pernas, minha pressão caiu mais logo foi controlada, disse o anestesista que isso é normal acontecer devido ao efeito da anestesia. Começaram então, a cirurgia.
Foi muito rápido até a chegada da Ana Luíza. Senti uma leve pressão no abdome e a seguir, o choro mais lindo que já ouvi, o choro da minha filha! Levaram-na para aspirar e fazer todos os procedimentos básicos, as notas de Apgar dela foram 10 e 10, melhor que isso, impossível e depois, trouxeram para que eu a visse pela 1ª vez. Foi lindo, inesquecível, mais eu estava naquele momento, tendo umas dores fortes do lado direito do peito, falei pro anestesista que me aplicou alguma medicação forte e a dor foi passando, só depois da minha recuperação, no dia seguinte, a Dra. Cristiane me explicou que eu tive uma aderência, que é quando algum órgão está colado em outro e no meu caso, o intestino estava colado no útero. Ela teve que desfazer a aderência e por isso, eu sentia tanta dor, mais nada grave, graças a Deus!
Depois de algum tempo, fui para o quarto... onde pude encontrar toda minha família e em seguida, receber a minha pequena nos braços! Ela veio linda pra mim, ainda meio sujinha de vérnix e inchadinha, mais linda, emoção inexplicável!
Depois daí, foi só alegria. Recuperei-me super bem da cirurgia, o único inconveniente foi depois do banho, no mesmo dia, que senti muita náusea muito forte mais que logo passou. Não tive dores, nem me sentia operada, acho que depois que a gente vira mãe, tudo desaparece e a única coisa que importa, é o filho que agora depende de nós.
Tivemos alta na 2ª-feira, dia 14/01. O Fabiano e minha mãe ficaram o tempo todo comigo na maternidade, as enfermeiras foram sensacionais, os médicos também, tanto que não conseguia me sentir internada num hospital, parecia que stava num hotel passando uns dias, rs!
Ah, preciso falar sobre as visitas na maternidade... Gente é muito bom, nos sentimos queridas e amadas, mais vou dizer uma coisa, cansa muito. No sábado, dia que ela nasceu, tivemos por volta de 40 pessoas nos visitando. Eu falei demais e no final da tarde já estava um trapo. Por isso, não reclamem quando o hospital limitar as visitas, isso é bom para a mãe e para o bebê também, pelo menos no dia do parto. No hospital que ficamos as visitas são limitadas, mais sempre tem aqueles que conseguem driblar a recepção, risos!
Bem, estou feliz, realizada e grata a Deus por ter me dado uma filha tão linda, saudável e ter nos protegido até o presente momento. Sei que Ele estará conosco nessa nova fase das nossas vidas e em todos os momentos que virão! Acreditem que tudo acontece no tempo certo, pro nosso próprio amadurecimento. Talvez, anos atrás quando eu me sentia já preparada pra ser mãe, eu não estivesse realmente, e tudo seria bem mais difícil! Deus é Perfeito!
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